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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Política Carlos Eduardo Alves anuncia pré-candidatura a deputado estadual em encontro com aliados

 

O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PSD), anunciou sua pré-candidatura a deputado estadual durante um encontro com aliados realizado nesta quarta-feira (29), em sua casa de praia. De acordo com participantes, a reunião teve caráter informal e reuniu amigos e correligionários para conversas sobre o cenário político e as eleições de 2026.

Durante o encontro, Carlos Eduardo confirmou que está em diálogo com diferentes grupos políticos e informou ter recebido convites de ao menos três partidos interessados em sua filiação para a disputa proporcional.

Segundo o ex-prefeito, a definição sobre a legenda pela qual deverá concorrer será feita em um momento posterior, dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral. Até lá, ele pretende manter conversas com lideranças políticas e apoiadores da capital e do interior do estado.

A movimentação indica a intenção de Carlos Eduardo de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em 2026. O ex-prefeito governou Natal por quatro mandatos e também participou de eleições para cargos majoritários nos últimos anos.

RPires

Notas Operação Mederi ameaça favoritismo de Allyson e antecipa profecia política de Álvaro Dias

 

O envolvimento do prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil), como suposto “comedor” de propina e um dos principais alvos da Operação Mederi, da Polícia Federal, pode fazer com que a profecia do ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao governo do RN, Álvaro Dias (Republicanos), se torne realidade muito mais cedo do que o próprio Álvaro imagina.

Em recente declaração à imprensa, Álvaro disse que Allyson Bezerra não chega ao segundo turno, o que na sua opinião deve ocorrer  entre sua candidatura e um nome indicado pelo PT.

Embora o nome de Allyson até então apareça como o favorito na disputa para o governo estadual, se for confirmado que ele é, de fato, um “ladrão” de verba pública, o prefeito mossoroense pode se despedir do sonho governamental – o que tornará a profecia de Álvaro Dias realidade antes mesmo do tempo.

Detalhe: quem teria dito que Allyson seria “ladrão”, foi o empresário Oseas Monthalggan, sócio da distribuidora de medicamentos DISMED, em conversas interceptadas pela investigação.

RPires

Allyson vira as costas para a mídia de Mossoró

 

  • Prefeito prefere holofotes de Natal e menospreza imprensa local em meio à crise

O prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, tem dado sinais claros de como enxerga a imprensa da própria cidade. Em meio ao escândalo de repercussão nacional no qual se envolveu, o gestor optou por fazer suas declarações de defesa prioritariamente na mídia de Natal, deixando em segundo plano — ou simplesmente ignorando — os veículos mossoroenses.

O gesto não passou despercebido. Para observadores da cena política local, a escolha revela desprezo pela mídia que acompanha de perto sua gestão desde o início e que dialoga diretamente com a população de Mossoró. Na visão do prefeito, falar a partir da capital garantiria mais visibilidade, mais alcance e, sobretudo, mais peso político.

A leitura é simples e incômoda: sair do território da imprensa local para buscar abrigo nos microfones da capital seria, para Allyson, mais importante do que prestar esclarecimentos à sua própria cidade. A postura reforça a percepção de que Mossoró ficou pequena demais para quem já se enxerga como figura estadual, mesmo quando o assunto exige explicações diretas a quem mais deveria ser ouvido.

Nos bastidores, o recado foi entendido. Ao escolher Natal, Allyson não apenas busca projeção, mas também envia um sinal claro sobre prioridades — ainda que isso custe o desgaste com a mídia e a opinião pública mossoroense.

RPires

Ministros do STF defendem prisão domiciliar para Bolsonaro

 

A articulação para Jair Bolsonaro ir para a prisão domiciliar envolve não apenas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas também conta com o apoio de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) que nos bastidores têm manifestado apoio à transferência do ex-presidente.

Segundo relatos obtidos pela equipe da coluna, o ministro Gilmar Mendes ajudou a convencer o relator da trama golpista, Alexandre de Moraes, a receber Michelle em seu gabinete no último dia 15.

E o próprio Gilmar, que também conversou com Michelle, tem expressado reservadamente apoio à prisão domiciliar por conta dos problemas de saúde de Bolsonaro – ainda que sempre frise que a decisão cabe a Moraes, de quem é próximo.

Indicado ao cargo pelo ex-presidente, o ministro Kassio Nunes Marques também já disse a Moraes que apoia a prisão domiciliar.

Gilmar e Nunes Marques são da Segunda Turma do STF e não da Primeira, portanto não votaram pela condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por articular um golpe de Estado.

“Se o Bolsonaro morrer na cadeia, o Supremo fica mais no sal ainda”, disse ao blog um interlocutor do ex-presidente ouvido em caráter reservado, em referência ao desgaste provocado na imagem da Corte com as decisões esdrúxulas tomadas pelo ministro Dias Toffoli no caso Banco Master.

CEI contra Allyson tem que ser aberta

 

  • Oposição cobra investigação e denuncia medo da base governista em Mossoró

A oposição na Câmara Municipal de Mossoró intensificou a articulação para a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) destinada a investigar os sucessivos escândalos na saúde pública do município. As denúncias envolvem possíveis casos de corrupção, irregularidades em contratos e até pagamento de propina na gestão do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil).

O caso passou a ser chamado de “A Matemática de Mossoró”, expressão que simboliza contas que não fecham, números questionados e explicações que, segundo a oposição, não convencem. Para os vereadores oposicionistas, a CEI é fundamental para esclarecer os fatos e dar transparência ao uso dos recursos públicos da saúde.

Mesmo diante da gravidade das acusações, a instalação da comissão esbarra na falta de assinaturas. A base de sustentação do prefeito, segundo a oposição, evita apoiar o pedido e se recusa a subscrevê-lo, atitude interpretada como medo de que os fatos venham à tona.

A oposição sustenta que não há outro caminho institucional: a CEI contra Allyson Bezerra tem que ser aberta. O objetivo é assegurar que todas as denúncias sejam devidamente investigadas e que, caso irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis sejam responsabilizados. Para os oposicionistas, somente uma apuração ampla e transparente pode esclarecer tudo.

RPires

Saiba quem é Fábio Faria, potiguar, ex-ministro e genro de Silvio Santos que está no radar do Caso Master

 

O nome do potiguar Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações e atual executivo do BTG Pactual, surgiu nas investigações que cercam o Caso Master. 

O foco das autoridades está em um projeto de energia eólica pertencente a Fábio, que teria sido financiado por uma empresa ligada a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A transação sob suspeita

A investigação detalha que a aquisição de 90% do projeto idealizado pelo ex-ministro foi formalizada pela Super Empreendimentos e Participações. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), esta empresa teria sido utilizada como instrumento para desviar patrimônio do Banco Master em benefício de Vorcaro.

O negócio, fechado em fevereiro de 2024, cerca de um ano após Faria deixar o ministério, envolveu valores expressivos. A negociação incluiu a entrega de um apartamento de luxo em São Paulo avaliado em R$ 50 milhões, revendido meses depois por R$ 54 milhões. 

Embora a transação não seja inerentemente ilegal, ela atrai a atenção dos órgãos de controle devido ao status de Faria como Pessoa Politicamente Exposta (PEP), condição que, pela lei brasileira, perdura por cinco anos após o exercício do cargo público.

Quem é Fabio Faria

Fábio Faria, de 48 anos, é natural de Natal (RN) e herdeiro de uma das famílias mais tradicionais da política potiguar. Filho do ex-governador Robinson Faria e de Maria Nina Salustino, ele iniciou sua vida pública cedo, sendo eleito deputado federal pela primeira vez em 2006.

Além de ter exercido quatro mandatos como deputado federal, ele ganhou destaque nacional como articulador político no governo de Jair Bolsonaro, no comando do Ministério das Comunicações. Sua gestão foi marcada pela implementação da tecnologia 5G no Brasil, conduzindo o maior leilão de radiofrequências da história da América Latina 

Atualmente, além de sua atuação no setor bancário, Faria exerce papel estratégico nos bastidores da mídia brasileira. Casado com Patrícia Abravanel e genro de Silvio Santos, ele é o principal articulador do SBT News, o braço de notícias da emissora, firmando sua influência na interface entre a política, as finanças e a comunicação.

BNews Natal

Cadu Xavier anuncia data para pagamento dos salários de servidores, aposentados e pensionistas

 

O secretário estadual da Fazenda do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, confirmou que o Governo do Estado realizará nesta sexta-feira (30), o pagamento integral da folha salarial de janeiro para todos os servidores estaduais.

Recebem ao longo do dia servidores ativos, inativos e pensionistas, sem qualquer tipo de parcelamento.

Segundo o secretário, a quitação em cota única reforça a previsibilidade financeira do funcionalismo e demonstra o compromisso da gestão estadual com a regularidade da folha.

Pagamento alcança todo o funcionalismo

O depósito contempla:

• Servidores ativos
• Servidores inativos (aposentados)
• Pensionistas
• Folha referente ao mês de janeiro
• Pagamento integral em um único dia

Cadu Xavier destacou que a medida reafirma a política adotada pelo governo de manter a folha em dia, garantindo segurança financeira para milhares de famílias potiguares.

Impacto direto na economia do estado

O secretário lembrou que, no início de janeiro, o Estado já havia realizado o pagamento do décimo terceiro salário. A soma desses repasses, segundo ele, tem efeito imediato na economia.

RPires

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[VÍDEO] Cadeiras da Catedral de Santa Luzia são furtadas em Mossoró

 


Nem mesmo a Casa de Deus tem sido respeitada. Na manhã desta quinta-feira (29), a Polícia Militar conduziu à Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR), em Mossoró, um homem suspeito de ter comprado cadeiras furtadas da Catedral de Santa Luzia, um dos maiores símbolos religiosos da cidade.
O crime causou revolta entre fiéis e a população em geral. Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que um indivíduo invadiu o espaço da igreja e furtou diversas cadeiras, demonstrando total desrespeito ao patrimônio religioso e à comunidade.
Após diligências, a Polícia Militar conseguiu localizar o autor do furto, que confessou ter vendido o material a um comerciante da região da Cobal. 
De posse dessas informações, os policiais se dirigiram até o local indicado, onde identificaram o comprador e recuperaram as cadeiras pertencentes à Catedral.
Toda a ocorrência foi encaminhada à DEFUR de Mossoró e apresentada ao delegado Dr. Paulo Torres. 
O homem que adquiriu o material foi autuado pelo crime de receptação, pagou fiança no valor de um salário mínimo e foi liberado para responder ao processo em liberdade.
O caso reforça a sensação de insegurança e indignação da população: se até uma igreja é alvo de furto, fica a pergunta que ecoa entre os mossoroenses — o que ainda está a salvo?


quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Cidades RN registra chuvas de até 36,7mm nas últimas 24h

 

O boletim pluviométrico diário divulgado às 9h desta quarta-feira (28) pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) aponta a ocorrência de chuvas em todas as regiões do estado entre as 7h da terça-feira (27) e as 7h desta quarta (28), com os maiores volumes concentrados no Oeste potiguar. No período analisado, Ipanguaçu liderou os registros de precipitação, com 36,7 milímetros, seguido por Rodolfo Fernandes, com 26 mm, e Ceará-Mirim onde choveu 21,8 mm.

Além de Ipanguaçu e Rodolfo Fernandes, ainda na região Oeste, também foram observados acumulados significativos em Triunfo Potiguar (17 mm), Itaú (15 mm), Alto do Rodrigues (13,9 mm) e Campo Grande (8,4 mm). Em Mossoró, os pluviômetros registraram volumes de até 5,5 mm. Apesar disso, a maior parte dos municípios do Oeste apresentou baixos índices ou ausência de chuva no intervalo monitorado, como Olho d’Água do Borges e Jucurutu.

No Leste potiguar, o maior volume foi registrado em Ceará-Mirim, com 21,8 mm. Em Pureza, choveu 4,8 mm, enquanto Parnamirim teve acumulados de 3,9 mm. Em Natal, a precipitação registrada foi de 1,3 mm, e em São Gonçalo do Amarante, 1 mm. Outros municípios da região tiveram volumes inferiores a 1 mm ou não registraram chuva.

Dia seguinte: Candidatura de Alysson é sepultada após escândalo

 

  • Escândalo com ação da Polícia Federal isola Allyson Bezerra e paralisa aliados no RN

O dia seguinte ao escândalo que envolveu o prefeito de Mossoró e candidato a governador, Allyson Bezerra, após a ação da Polícia Federal, é de absoluto silêncio e clima de velório político. Nenhuma das principais lideranças ligadas a ele no Rio Grande do Norte se manifestou até agora sobre o caso.

O mutismo é geral. Aliados de primeira linha, dirigentes partidários e nomes que até poucos dias faziam defesa pública da pré-candidatura simplesmente desapareceram. O constrangimento é visível e o silêncio fala mais alto do que qualquer nota oficial.

A continuar dessa forma, o recado é claro: o projeto político de Allyson Bezerra pode estar sendo sepultado antes mesmo de ganhar corpo oficialmente. Em política, quando os aliados calam em momentos de crise, o isolamento costuma ser o sinal mais evidente de que a candidatura entrou em estado terminal.

RPires

Prefeito de Ielmo Marinho que foi preso tentou arremessar dinheiro para ocultar provas

 

  • Fernando Batista Damasceno foi detido em flagrante ao jogar valores em espécie e um celular durante ação policial

Durante o cumprimento de medidas judiciais, o prefeito investigado de Ielmo Marinho (RN), Fernando Batista Damasceno, foi preso em flagrante por embaraçar investigação de organização criminosa. Segundo as autoridades, o gestor tentou arremessar para fora de sua residência valores em dinheiro e um aparelho celular, numa clara tentativa de ocultar provas no momento da abordagem.

A ação integra a Operação Securitas, deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (28) pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma organização criminosa, com participação de agente político e integrante das forças de segurança.

As diligências ocorreram nos municípios de Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim. Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

As apurações contam com a atuação integrada do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN) e o apoio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN). A prisão em flagrante do prefeito agravou ainda mais a situação do investigado, que agora responde também pela tentativa de obstrução da Justiça.

RPires

PF apreende R$ 251 mil em espécie e desmonta esquema de desvio de recursos da saúde no RN

 

A Polícia Federal apreendeu R$ 251,5 mil, 33 celulares, 34 eletrônicos — entre notebooks, HDs e tablets —, quatro veículos e 117 documentos na Operação Mederi.

Segundo a PF, a investigação apura indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no RN que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados. 

Auditorias apontam contratos superfaturados, insumos não entregues e produtos de má qualidade. Houve cumprimento de mandados de busca e apreensão nos municípios de Mossoró, Serra do Mel, Tibau, Paraú, São Miguel e José da Penha, no Oeste potiguar.

Os investigados podem responder por desvio de recursos públicos e fraudes em licitações.

RPires

TRE-RN confirma cassação de prefeito e vice de Itaú; município terá governo interino

 

O Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE-RN) confirmou, nesta terça-feira (27), a cassação do prefeito de Itaú, André Júnior, e do vice, Paulinho de Enoque. Por decisão unânime, a Corte rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa, mantendo a perda imediata dos mandatos por irregularidades graves na eleição.

O relator do caso, juiz Daniel Maia, apontou que houve abuso de poder e condutas proibidas durante o pleito, justificando a medida extrema. Com a decisão unânime, a sentença se torna definitiva no estado e será cumprida nos próximos dias.

Com a confirmação da cassação, André Júnior e Paulinho de Enoque devem se afastar imediatamente da prefeitura. A Câmara Municipal de Itaú será oficialmente notificada pelo TRE-RN e assumirá o comando do município de forma provisória, garantindo a continuidade dos serviços básicos da cidade.

Governo interino

O presidente da Câmara terá a responsabilidade de conduzir a administração municipal até a realização de uma eleição suplementar, que será convocada pela Justiça Eleitoral para escolher os novos representantes.

Defesa pode recorrer ao TSE

A defesa do prefeito e do vice deve recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, buscando uma liminar para suspender o afastamento. O objetivo é permitir que os dois retornem temporariamente aos cargos enquanto o caso é analisado na instância máxima, embora especialistas alertem que liminares em situações como essa são raras.

O TRE-RN reforça que a decisão sobre a cassação é definitiva no estado e deve ser cumprida integralmente até que o TSE se pronuncie. O processo reforça a atuação da Justiça Eleitoral na fiscalização das eleições e na punição de irregularidades que comprometam a lisura do pleito.

A população de Itaú agora se prepara para participar de uma nova eleição, definindo quem assumirá o comando da cidade e encerrando o período de instabilidade política.

Novo Notícias 

Sistema fecha o cerco e prefeitos entram na mira: quem será o próximo?

 

  • Avanço das investigações reforça recado duro aos gestores públicos

O ano político começou com o pé esquerdo para prefeitos em todo o Brasil. Operações policiais, investigações e ações ostensivas têm se multiplicado em diversos municípios, especialmente nas cidades de maior porte, deixando um recado direto: ninguém está fora do radar.

O cenário atual é de tensão permanente para os gestores. Em Recife, o prefeito conhecido como “prefeito do TikTok” afirmou ter encontrado um rastreador supostamente instalado pela Polícia Civil, fato que gerou repercussão nacional e levantou debates sobre limites, investigações e exposição pública. Em Mossoró, a Polícia Federal bateu à porta do prefeito, e, antes mesmo da conclusão de qualquer procedimento formal, parte da imprensa já aponta culpados, ignorando o devido processo legal.

Nesta quarta-feira, o episódio mais grave: o prefeito de Ielmo Marinho foi preso em flagrante durante operação da Polícia Civil, acusado de embaraçar investigação envolvendo organização criminosa. O caso reforça a sensação de que os prefeitos se tornaram o alvo preferencial do momento.

A pergunta que ecoa nos bastidores da política municipal é simples e inquietante: quem será o próximo? A cada nova operação, cresce o clima de insegurança política, administrativa e até pessoal entre gestores, secretários e aliados.

O fato é que o sistema é bruto. A política deixou de ser espaço para amadores, improviso ou vaidade. Hoje, só permanece quem entende que governar é enfrentar pressão, fiscalização constante, exposição extrema e riscos diários. Não é para quem entra achando que é só gravar vídeo, inaugurar obra e sorrir para a câmera.

O alerta está dado: os prefeitos estão na mira, e o jogo só aguenta quem gosta de política de verdade.

Jair Sampaio

PODERDATA: Lula entra no ano da eleição reprovado por 57%

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, entra no ano em que deve tentar um 4º mandato à frente do Planalto desaprovado por 57% dos brasileiros. Os que dizem aprovar o desempenho pessoal do petista são 34%.

A avaliação que os eleitores fazem do petista é pior do que a que fazem do governo como um todo: 53% desaprovam e 41% aprovam. Os dados são de pesquisa do PoderData realizada de 24 a 26 de janeiro de 2026.

As curvas do infográfico do histórico da avaliação do desempenho de Lula mostram que, em quase 2 anos, de março de 2024 a janeiro de 2026, a percepção da população sobre o trabalho do presidente se deteriorou. À época, o gap entre os que aprovavam e desaprovavam Lula era de 11 pontos. Agora, essa diferença praticamente dobrou: são 23 pontos.

Já a avaliação do governo como um todo oscilou desfavoravelmente ao petista desde setembro de 2025 e retomou o patamar registrado no 1º mês do mandato, em janeiro de 2023.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 24 a 26 de janeiro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 111 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Lula entra no ano da eleição presidencial em uma posição desconfortável. A pesquisa confirma uma tendência de deterioração contínua da imagem de Lula ao longo de quase 2 anos. Assim como em pesquisas anteriores, o governo é mais bem avaliado do que o próprio presidente. Esse descolamento sugere que parte do eleitorado diferencia políticas públicas do líder que as conduz.

Um eleitor de classe média pode pensar assim: “Gostei da isenção do Imposto de Renda até R$ 5.000. Mas não estou gostando tanto assim de Lula”. Esse fenômeno é um sinal clássico do que analistas chamam de “fadiga de material”. Lula está em seu 3º mandato e, caso vença a disputa em outubro, governará até os 85 anos.

Mesmo assim, pesquisas de intenção de voto continuam mostrando Lula competitivo e, em muitos cenários, à frente. Isso ocorre porque, embora Lula tenha alta desaprovação, seus adversários ainda não conseguiram converter o desgaste do presidente em uma alternativa eleitoral sólida –há muita confusão na direita a respeito de quem realmente serão os candidatos ao Planalto.

Ainda é cedo para cravar um desfecho para a disputa de 4 de outubro de 2026. O calendário político ainda está no início, e o governo dispõe da força da máquina pública para tentar reverter o humor do eleitorado. E não se pode esquecer: Lula é o político em atividade mais experiente do país, em campanhas desde 1982.

Ocorre que os dados de janeiro mostram que o ano eleitoral não será um passeio para o presidente. O desafio não será só vencer seus potenciais adversários, mas reconquistar parte do eleitorado que já decidiu se afastar dele.

Poder360

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Prefeitura de Mossoró pagou R$ 14,8 milhões à empresa investigada pela PF

 

A Prefeitura de Mossoró pagou R$ 14.880.641,59 à Dismed Distribuidora de Medicamentos Ltda, empresa investigada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A distribuidora é um dos alvos centrais da operação que apura desvios de recursos e fraudes em licitações na saúde. O prefeito Allyson Bezerra também foi alvo de buscas, tendo celular e notebook apreendidos.

Segundo o Portal da Transparência, os pagamentos à Dismed ocorrem desde 2021, início da gestão de Allyson. Somente no ano de 2025, os contratos totalizaram R$ 5.712.409,39. A empresa foi contratada para fornecer materiais médico-hospitalares de uso geral para a Secretaria de Saúde.

Em 2026, a distribuidora participa de uma nova concorrência para aquisição de medicamentos destinados à farmácia básica das unidades de saúde. O processo licitatório ainda não foi finalizado pela administração municipal.

Segundo Controladoria-Geral da União (CGU), as auditorias indicam problemas graves na execução de contratos, como compra de materiais que não teriam sido entregues, fornecimento irregular de insumos e superfaturamento nos produtos adquiridos por prefeituras.

A operação da PF analisa contratos firmados por administrações municipais de diversos estados com empresas sediadas no Rio Grande do Norte. Os investigados podem responder por crimes como desvio de recursos públicos e fraude em contratações administrativas.

Registros da operação mostram policiais federais na residência do prefeito e na distribuidora Dismed, reforçando a dimensão da investigação. Até o momento, a PF não detalhou o número total de mandados cumpridos nem o valor estimado do prejuízo aos cofres públicos.

RPires

José Agripino se cala diante do escândalo nacional envolvendo Allyson Bezerra

 

  • Silêncio do comando do União Brasil no RN reforça constrangimento político após ação de repercussão nacional

Depois da ação deflagrada hoje contra o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, o silêncio tomou conta do União Brasil no Rio Grande do Norte. O senador José Agripino Maia, principal dirigente da legenda no estado e padrinho político do prefeito, simplesmente perdeu a língua. Nenhuma palavra, nenhuma nota, nenhuma explicação.

O mutismo não ficou restrito a Agripino. Uma ruma de apoiadores que até ontem tratavam Allyson como candidato imbatível ao Governo do Estado também desapareceu do mapa. O escândalo ganhou conotação nacional, ocupou espaço na grande imprensa e colocou o projeto político do prefeito de Mossoró sob forte questionamento.

Na condição de comandante do União Brasil no RN, José Agripino Maia vive agora um momento de extremo constrangimento. O partido virou um poço de lágrimas, sem discurso e sem rumo, diante da gravidade dos fatos investigados.

O pupilo político de Agripino se ferrou, e junto com ele afunda, pelo menos por ora, o enredo que tentava vender Allyson Bezerra como a grande novidade da política potiguar.

RPIres

Câmara de Natal mantém processo de cassação contra Brisa Bracchi

 

  • Vereadores rejeitam arquivamento e caso seguirá em tramitação

A Câmara Municipal de Natal decidiu, nesta terça-feira (27), pela continuidade do processo de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT). A votação ocorreu durante o recesso parlamentar, em sessão extraordinária convocada para analisar o pedido de arquivamento do caso.

Por maioria, os vereadores optaram por não encerrar o processo, permitindo que a apuração siga seu curso normal dentro da Casa. Com a decisão, o processo contra Brisa Bracchi continuará tramitando, mantendo a parlamentar sob investigação.

A denúncia foi apresentada pelo vereador Matheus Faustino (MBL) ainda em 2025 e aponta supostas infrações político-administrativas e quebra de decoro parlamentar. Os fatos narrados na representação motivaram a abertura do procedimento, que agora avança para as próximas etapas regimentais.

A manutenção do processo aumenta a pressão política sobre a vereadora petista e mantém o tema no centro do debate da Câmara de Natal, que deverá definir, mais adiante, se há ou não elementos para uma eventual cassação do mandato.

RPIres

Saiba como funcionava o esquema alvo da operação da PF no RN que fez buscas na casa do prefeito Allyson

 

A saúde pública do Rio Grande do Norte está no centro de uma investigação de grande escala conduzida pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A chamada Operação Mederi, deflagrada nesta terça-feira (27), mobilizou mais de 120 agentes para cumprir 35 mandados de busca e apreensão, tendo como um de seus principais alvos o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).

O esquema investigado foca em um ciclo de corrupção que envolve desde a manipulação de licitações até a entrega fictícia de materiais hospitalares. Entenda os pilares da investigação:

1. O mecanismo das fraudes licitatórias

Segundo as autoridades, o grupo criminoso atuava para garantir que empresas específicas vencessem certames municipais. Para isso, utilizavam duas táticas principais:

  • Direcionamento de editais: Criação de regras que favoreciam tecnicamente as empresas do esquema.
  • Simulação de concorrência: Uso de “empresas de fachada” ou combinadas entre si para criar uma falsa aparência de disputa, garantindo que o contrato ficasse sempre no mesmo círculo de influência.

2. Insumos “fantasmas” e sobrepreço

Auditorias da CGU revelaram que o prejuízo aos cofres públicos ocorria de forma direta na execução dos contratos:

  • Não entrega de produtos: Pagamentos eram realizados por medicamentos e insumos médicos que nunca chegavam às unidades de saúde.
  • Especificações adulteradas: Entrega de materiais de qualidade inferior àquela que foi paga pelo poder público.
  • Sobrepreço: Valores faturados muito acima da média de mercado, drenando recursos que deveriam ser aplicados no atendimento à população.

Alcance interestadual e medidas judiciais

A Operação Mederi identificou que empresas sediadas no Rio Grande do Norte mantinham contratos com prefeituras de diversos outros estados, o que sugere uma rede de atuação interestadual.Além das buscas realizadas na residência de Allyson Bezerra e na sede da Prefeitura de Mossoró, a Justiça autorizou:

  • Medidas cautelares: Restrições de atividades para os envolvidos.
  • Bloqueios patrimoniais: Congelamento de bens para garantir o futuro ressarcimento ao erário.

O que diz a Lei

Os investigados podem responder por crimes de peculato, fraude em licitação e organização criminosa. As penas somadas podem ultrapassar décadas de reclusão, dependendo da extensão dos danos comprovados.

Próximos passos

Todo o material apreendido – computadores, documentos e dispositivos móveis – passará por perícia técnica. A Polícia Federal busca agora identificar se há participação de outros agentes políticos e dimensionar o montante total desviado da saúde potiguar.

BNews Natal