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quinta-feira, 12 de março de 2026

Eleições 2026: confira as principais datas do calendário eleitoral

Resolução informa que cidadãs e cidadãos devem solicitar o título de eleitor até 6 de maio para participar do pleito



Com informações do TSE

Entre as resoluções aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no início de março, está o calendário com as datas limites de cada etapa de organização que antecede as Eleições de 2026. Entre os marcos eleitorais definidos, o texto alerta que cidadãs e cidadãos que se enquadram nas condições de alistamento têm até 6 de maio para solicitar o título de eleitor.  

Além disso, eleitoras e eleitores têm até esta data para requerer transferência de local de votação e revisão de informação que consta do cadastro eleitoral. A partir do dia 7 de maio, o cadastro estará fechado para novos pedidos, em cumprimento à legislação vigente.  

O calendário contém as principais datas de eventos a serem observadas por partidos políticos, coligações, federações partidárias, candidatas e candidatos, eleitoras e eleitores ao longo do processo eleitoral. 

As Eleições 2026 estão marcadas para o dia 4 de outubro, quando eleitoras e eleitores vão às urnas para eleger ocupantes dos cargos de presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais, no caso do Distrito Federal. O 2º turno do pleito está marcado para o dia 25 de outubro. 

Veja, abaixo, as principais datas do calendário das Eleições de 2026: 

Janeiro 

Pesquisas eleitorais e limite de despesas 

Alguns prazos já começaram a valer desde o dia 1º de janeiro de 2026, como a obrigatoriedade de registro na Justiça Eleitoral de pesquisas eleitorais, a limitação de despesas com publicidade dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais e a proibição da distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios a cidadãs e cidadãos por parte da administração pública. Somente há exceções nos casos de estado de calamidade ou emergência pública e com relação a programas sociais que já estavam em andamento.

 Março

Janela partidária 

De 5 de março a 3 de abril, acontece a janela partidária, período em que deputadas e deputados federais, estaduais e distritais poderão trocar de partido para concorrer às eleições sem perder o mandato atual. 

Instruções 

Dia 5 de março também foi a data-limite para o Tribunal Superior Eleitoral publicar as resoluções relativas às Eleições de 2026. Todas foram aprovadas em sessões administrativas da Corte Eleitoral ocorridas nos dias 26 de fevereiro e 2 de março e publicadas em edição extra do Diário da Justiça Eletrônico (DJE) de 4 de março. 

 Abril 

Registro de estatutos no TSE e domicílio eleitoral 

Dia 4 de abril (seis meses antes do 1º turno) é a data-limite para que todas as legendas e federações partidárias obtenham o registro do respectivo estatuto no TSE. Esta também é a data final para que todos os futuros postulantes a candidatas e candidatos tenham domicílio eleitoral na circunscrição em que desejam disputar as eleições. Até esta data também devem estar com a filiação partidária deferida pela agremiação pela qual pretendem concorrer.  

Desincompatibilização 

Presidente da República, governadoras ou governadores e prefeitas ou prefeitos que quiserem concorrer a outros cargos em 2026 têm até esta data para renunciar aos respectivos mandatos. 

Alistamento 

Já 6 de abril é o último dia para que eleitoras e eleitores domiciliados no Brasil e que não possuam cadastro biométrico válido na Justiça Eleitoral solicitem as operações de alistamento, transferência e revisão por meio do serviço de Autoatendimento Eleitoral na internet. 

 Maio 

Emissão do título de eleitor e outros procedimentos 

Dia 6 de maio é a data final para que cidadãs e cidadãos requeiram o título de eleitor e eleitoras e eleitores realizem operações de transferência do local de votação e revisão de qualquer informação constante do cadastro eleitoral. No Brasil, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios a partir dos 18 anos e facultativos aos jovens de 16 e 17 anos, aos maiores de 70 anos e às pessoas analfabetas.  

Teste de Confirmação do Teste de Urna 

De 13 a 15 de maio acontece, na sede do TSE, em Brasília, o Teste de Confirmação. No evento, as investigadoras e os investigadores participantes do Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais, ou Teste da Urna 2025, que ocorreu de 1º a 5 de dezembro de 2025, voltam ao Tribunal para conferir a efetividade das soluções desenvolvidas pela equipe técnica do TSE para eventuais achados encontrados durante o Teste da Urna. 

Financiamento coletivo 

Em 15 de maio, pré-candidatas e pré-candidatos poderão iniciar a campanha de arrecadação prévia de recursos na modalidade de financiamento coletivo, desde que não façam pedidos de voto e obedeçam às demais regras relativas à propaganda eleitoral na internet. 

 Junho 

Fundo Eleitoral 

O dia 16 é a data-limite para o TSE divulgar o montante de recursos disponíveis no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, observado o recebimento, pelo Tribunal, até 1º de junho de 2026, da descentralização da dotação orçamentária da União. 

Vedações nas emissoras 

A partir do dia 30, é vedado às emissoras de rádio e de televisão transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidata ou pré-candidato. 

 Julho 

Condutas vedadas 

Já a partir de 4 de julho (três meses antes do 1º turno), ficam vedadas algumas condutas por parte de agentes públicos, como nomeações, exonerações e contratações, assim como participação em inauguração de obras públicas.   

Mobilidade 

Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que queiram votar em outra seção ou local de votação da circunscrição têm de 18 de julho a 18 de agosto para informar a Justiça Eleitoral. 

Quantitativo do eleitorado 

Em julho, o TSE publicará, na internet, o número oficial de eleitoras e eleitores aptos a votar. Esse número servirá de base para fins de cálculo do limite de gastos dos partidos e de candidatas e candidatos nas respectivas campanhas. 

 Agosto 

Convenções partidárias e registro de candidaturas   

De 20 de julho a 5 de agosto, partidos e federações realizam convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos que concorrerão aos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, bem como aos cargos de deputado federal, estadual e distrital nas Eleições de 2026. Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. 

Começo da propaganda eleitoral e horário gratuito 

No dia seguinte, 16 de agosto, tem início a propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Já o horário eleitoral gratuito nas emissoras de rádio e televisão relativo ao 1º turno das eleições passa a ser exibido a partir de 28 de agosto e termina no dia 1º de outubro. 

Vedação às emissoras de rádio e TV   

A partir de 4 de agosto, emissoras de rádio e de televisão não podem, em sua programação normal e em seu noticiário, ainda que sob a forma de entrevista jornalística:  

- transmitir imagens de realização de pesquisa ou de qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados; 

- veicular propaganda política; 

- dar tratamento privilegiado a candidata, candidato, partido político, federação ou coligação, inclusive sob a forma de retransmissão de live eleitoral;  

- veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica voltada especificamente a candidata, candidato, partido, federação ou coligação, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos; 

- divulgar nome de programa que se refira a candidata ou candidato escolhido em convenção.  

 Setembro 

Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas   

Até 14 de setembro, os sistemas eleitorais e os programas de verificação desenvolvidos pelas entidades fiscalizadoras deverão estar lacrados, mediante apresentação, compilação, assinatura digital e guarda das mídias pelo TSE, em Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas.  

Dia 14 de setembro também é o último dia para a eleitora ou o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida, bem como a população de territórios indígenas, de comunidades remanescentes de quilombos e demais comunidades tradicionais, requererem, por conta própria ou por curadora ou curador, apoiadora ou apoiador, ou procuradora ou procurador, o fornecimento de transporte especial previsto na resolução que disciplina o programa Seu Voto Importa. 

Flagrante delito   

A partir de 19 de setembro (15 dias antes do 1º turno), candidatas e candidatos não poderão ser presos, salvo no caso de flagrante delito.  

Já eleitoras e eleitores não poderão ser presos a partir de 29 de setembro até 6 de outubro, a não ser em caso de flagrante delito, em cumprimento de sentença judicial por crime inafiançável ou em razão de desrespeito a salvo-conduto.   

 Outubro 

Verificação dos sistemas 

No dia 3, o TSE realiza a Cerimônia de Verificação do Sistema de Gerenciamento da Totalização, Receptor de Arquivos de Urnas, InfoArquivos e do Transportador WEB, mediante comunicação prévia às entidades fiscalizadoras. 

Transporte de armas e munições   

De 3 a 5 de outubro (um dia antes e até um dia depois do 1º turno), fica proibido a colecionadoras, colecionadores, atiradoras, atiradores, caçadoras e caçadores transportar armas e munições em todo o território nacional.  

Em razão da possibilidade de 2º turno, também não podem circular armas e munições no período de 24 a 26 de outubro em todo o território nacional.   

Data das eleições (1º turno) 

O 1º turno do pleito ocorrerá no primeiro domingo de outubro, dia 4. Eventual 2º turno será realizado no dia 25 do mesmo mês. A votação começará às 8h e terminará às 17h, sendo a votação uniformizada pelo horário de Brasília em todos os estados e no Distrito Federal. 

Em caso de 2º turno 

Do dia 9 até 23 de outubro, será veiculada propaganda eleitoral gratuita nas emissoras de rádio e televisão relativa ao 2º turno. 

A partir do dia 10, nenhum candidato que participará do 2º turno de votação poderá ser detido ou preso, salvo no caso de flagrante delito. 

A partir do dia 19, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou por desrespeito a salvo-conduto. 

No dia 24, será realizada no TSE a Cerimônia de Verificação do Sistema de Gerenciamento da Totalização, Receptor de Arquivos de Urnas, InfoArquivos e do Transportador WEB, mediante comunicação prévia às entidades fiscalizadoras. 

Eventual 2º turno das eleições será realizado no dia 25.

 Novembro

Abertura do cadastro eleitoral  

Até 5 de novembro, ficam suspensos os recebimentos de solicitações de alistamento, a transferência e a revisão eleitoral em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no Autoatendimento Eleitoral na internet. 

 Dezembro 

Justificativa eleitoral   

Eleitoras e eleitores que não votaram no 1º turno e não justificaram a falta no dia das eleições devem apresentar justificativa, até 3 de dezembro de 2026, em qualquer cartório eleitoral, pelo e-Título ou pelos portais do TSE e dos TREs na internet.  

Já a ausência no 2º turno das eleições deve ser justificada até 6 de janeiro de 2027.  

Diplomação  

Eleitas e eleitos serão diplomados pela Justiça Eleitoral até 18 de dezembro.  

 Janeiro de 2027  

Posse das eleitas e eleitos 

Pela primeira vez, eleita ou eleito para o cargo de presidente da República tomará posse em 5 de janeiro de 2027 e os governadores no dia seguinte. 

Polícia Civil deflagra a “Operação Duplo Alvo” e cumpre 10 mandados judiciais em Mossoró e Tibau

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), a “Operação Duplo Alvo”, que resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Mossoró e Tibau. 
A ação teve como objetivo reprimir crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e comércio ilegal de armas de fogo.
De acordo com as investigações, que tiveram início em 19 de setembro de 2025, após uma apreensão realizada no bairro Abolição, em Mossoró, ocasião em que foram localizados aproximadamente 3kg de cocaína, 7kg de maconha, além de petrechos utilizados no tráfico de drogas e armas com munições de grosso calibre.
Durante a operação, foram presos dois irmãos, de 33 e 21 anos, apontados como responsáveis pelos entorpecentes apreendidos no início das investigações. 
De acordo com as diligências, ambos exercem papel de liderança em um grupo criminoso com atuação no município de Tibau.
Além deles, os policiais civis também prenderam um homem de 38 anos, que possuía registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador). 
Ainda segundo as investigações, ele utilizava essa condição para fornecer armamentos ao grupo criminoso. 
O suspeito possui 17 armas de fogo registradas, sendo que quatro já foram formalmente identificadas como comercializadas para integrantes de facções criminosas. 
Por determinação judicial, além da prisão preventiva, o suspeito também teve o registro de CAC suspenso.
Toda a ação resultou na apreensão de entorpecentes, armas e munições de grosso calibre, além da autuação em flagrante de suspeitos durante as diligências.
A importância da ação reside não apenas no combate direto ao tráfico de drogas e ao comércio ilegal de armas, mas também na redução dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) na região, que, em grande parte, estão relacionados a disputas entre grupos criminosos pelo controle de pontos de venda de entorpecentes.
Os suspeitos foram conduzidos à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

Passandonahora

Mãe é morta a tiros e filha fica gravemente ferida durante ataque criminoso em Apodi-RN

 


Uma mulher perdeu a vida e outra ficou gravemente ferida após um ataque a tiros registrado no fim da tarde desta terça-feira (10) na cidade de Apodi, no Oeste do Rio Grande do Norte. 
O crime aconteceu por volta das 17h50, na Rua Jurandir Vieira Veras, no bairro Garilândia, e causou forte comoção entre moradores da região.
De acordo com informações, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta de cor vermelha e teriam ido até a residência com a intenção de executar Misael Ferreira da Silva, de 40 anos. Ele já cumpriu pena por tráfico de drogas e atualmente responde em liberdade condicional, utilizando tornozeleira eletrônica.
Ao notar a aproximação dos suspeitos, Misael correu para tentar escapar do atentado. 
Durante os disparos efetuados pelos criminosos, sua mãe, Luzia Maria da Silva, e sua irmã, Mirary Maria da Silva, que estavam na porta da casa, acabaram sendo atingidas.
Luzia Maria chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Regional Hélio Moraes Marinho, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu na unidade de saúde. 
A filha, Mirary, foi atendida inicialmente no hospital local e, devido ao estado crítico, transferida pelo SAMU sob escolta da Polícia Militar para o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró.
A morte de Luzia ocorre em meio a uma sequência de tragédias que vêm atingindo a família. 
Há cerca de dois anos, o marido dela morreu em um acidente de trânsito. Mais recentemente, há aproximadamente um mês, outro filho da vítima, Israel Ferreira da Silva, de 42 anos, foi assassinado a tiros em uma estrada carroçável no sítio Baixa Fechada. (RELEMBRE)
Outro episódio violento envolvendo a família também foi registrado anteriormente: a neta de Luzia, Mirian Mychelle da Silva dos Santos, de 24 anos, sofreu uma tentativa de homicídio quando estava na calçada da residência da avó, na Rua Amilton Santiago, também no bairro Garilândia. (RELEMBRE)
O corpo de Luzia Maria será encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Pau dos Ferros para a realização de exames necroscópicos.
A Polícia Civil de Apodi já iniciou as investigações para identificar os autores do ataque e esclarecer as circunstâncias e motivações do crime, que passa a integrar as estatísticas de violência do município como o sexto homicídio registrado na cidade em 2026.
Pnahora

Comissão de Segurança da Câmara aprova pedido para concessão de prisão domiciliar para Bolsonaro

 

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) um requerimento para pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro. O requerimento foi proposto pelo deputado Osmar Terra (PL-RS), que é médico e foi Ministro da Cidadania no governo do ex-presidente.

O requerimento cita o “agravamento do quadro de saúde” de Bolsonaro, além dos “entraves burocráticos” para receber atendimento médico, lembrando especificamente da queda que Bolsonaro sofreu no interior da sala de estado-maior da Superintendência da Polícia Federal (PF), primeiro local de cumprimento de sua pena.

Ainda de acordo com os argumentos do texto que pede ao STF a domiciliar, o “próprio relatório pericial reconhece que sua saúde pode ter agravamento súbito, com risco real de morte”. A Polícia Federal concluiu no relatório citado que a saúde de Bolsonaro demanda cuidados, mas que ele poderia continuar a cumprir pena de 27 anos e 3 meses de prisão nas instalações do 19º Batalhão da Polícia Militar, a Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde está desde o dia 15 de janeiro.

RPires 

quarta-feira, 11 de março de 2026

CPI do Crime: fundador da Reag, Mansur nega fraudes e associação com PCC Fonte: Agência Senado

 

Ouvido pela CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira (11), João Carlos Falbo Mansur, ex-presidente do conselho de administração da Reag Investimentos, negou qualquer envolvimento com facções criminosas. Liquidada pelo Banco Central em janeiro deste ano, a Reag foi citada na operação Carbono Oculto, da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo, que investigou lavagem de dinheiro no sistema financeiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Fundador da Reag, Mansur também foi alvo da operação Compliance Zero, da PF, que investiga as fraudes do Banco Master, igualmente liquidado pelo Banco Central.

Mansur se manteve calado durante quase toda a reunião, mas disse a instituição financeira que fundou foi "penalizada por ser grande e independente”.

Presidente da CPI, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) lembrou que, de acordo com a operação Carbono Oculto, fundos administrados pela Reag teriam sido usados para movimentar cerca de R$ 250 milhões para o PCC. A operação, iniciada em agosto de 2025, apurou a infiltração do crime organizado em setores da economia, como o de combustíveis e financeiro.

— Ao que atribui essa operação, então? [O senhor diz ter] um negócio em que 'tudo está da melhor forma possível' e de repente passa uma operação da polícia em cima da empresa... — indagou Contarato, autor do pedido de convocação de Mansur.

Para o depoente, a operação que investigou a Reag foi um “rolo compressor". Ele também minimizou a relação da Reag com o Banco Master.

— O Banco Master era um dos nossos clientes, como outros bancos, cerca de sete ou oito instituições financeiras [...].  Até agosto, tínhamos aproximadamente 700 fundos de investimentos distribuídos em cerca de 300 grupos empresariais e famílias. Sempre fomos auditados por empresas internacionais. Eram 12 pessoas no nosso departamento de compliance. A gente é uma companhia aberta, a gente presta regularmente informações ao mercado — disse Mansur.

Master

Contarato destacou que a operação Compliance Zero apura esquema que forjava a solidez do Master, desviava recursos do sistema financeiro e intimidava adversários. Pelas investigações, iniciadas pelo Banco Central, a Reag teria inflado ativos artificialmente, beneficiando o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro. Relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE) apontou o aliciamento de agentes públicos e políticos.

— É muito remoto que nós tenhamos algum partido relevante no Brasil que não tenha integrante de destaque envolvido nesse escândalo. Parece que estamos falando de coisas etéreas, mas não. Os aposentados que tiveram seus fundos de pensão saqueados [por meio de investimentos no Banco Master] vão ter que pagar, seguramente, para uma recomposição de caixa — disse Alessandro Vieira.

Silêncio

Mansur manteve-se a maior parte do tempo calado, amparado por um habeas corpus emitido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Os senadores divergiram sobre eventual abuso de direito de defesa. Na avaliação de Alessandro Vieira, a decisão de Dino claramente se restringia às perguntas que o incriminassem. Ele afirmou que notificará Dino da suposta irregularidade cometida por Mansur, que se negou a responder outras perguntas.

Contarato e o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente da CPI, defenderam o direito de Mansur se manter calado durante o tempo que desejasse.

Depoimento adiado

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não compareceu à reunião para informar sobre a atuação das facções criminosas no estado e o trabalho do governo gaúcho no combate ao crime. O convite foi proposto pelo relator (REQ 1/2025 - CPICrime).

A assessoria informou que Leite tinha compromissos previamente assumidos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado

Fonte: Agência Senado

Flávio Bolsonaro tem 40% e Lula possui 35% dos votos, diz pesquisa

 

Pesquisa Realtime/Bigdata realizada com eleitores do Estado do Rio de Janeiro, sobre a disputa presidencial de outubro deste ano, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na liderança das intenções de voto, com 40%, contra 35% do presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ratinho Jr. (PSD) pontua 6% e Romeu Zema (Novo) 4%. Brancos e nulos somam 6% e não sabem ou não responderam 7%.

No cenário com Eduardo Leite (PSD), que aparece com 3% das intenções de votos, Flávio pontua 41% e Lula 36% no Estado do Rio de Janeiro; Romeu Zema soma 5%. Quando o candidato do PSD é Ronaldo Caiado, que aparece com 5% das intenções de voto no Rio, Flávio registra 40%, Lula 35% e Zema 5%.

No quesito rejeição, Lula lidera a mostra no Rio com 51%, seguido de Flávio com 48%, Caiado com 32%, Zema com 28%, Eduardo Leite com 27% e Ratinho Jr com 25%.

Aprovação de Lula

O instituto perguntou aos eleitores do Rio de Janeiro sobre a avaliação do trabalho do presidente Lula: 56% desaprovam e 38% aprovam.

A pesquisa está registrada sob número BR-04367/2026, foram realizadas 2.000 entrevistas com eleitores do Estado do Rio de Janeiro, entre os dias 9 e 10 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%.

Estadão Conteúdo

Corpo de suspeito morto em confronto com a PM em Mossoró é retirado de túmulo e incendiado em Areia Branca-RN

 



Um episódio de extrema violência causou revolta no município de Areia Branca, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Criminosos invadiram o Cemitério da Casqueira, violaram uma sepultura e retiraram o corpo de um homem que havia sido enterrado recentemente. 
Após desenterrar o cadáver, os suspeitos atearam fogo. O caso ganhou grande repercussão após vídeos do ocorrido começarem a circular nas redes sociais.
O corpo violado é de José Maciel da Silva Dantas. Ele havia sido sepultado na segunda-feira (09), depois de morrer no domingo (08) durante um confronto com a Polícia Militar em Mossoró. 
Na ocasião, José Maciel e outro comparsa morreram após reagirem a uma abordagem da PM no residencial Mossoró III.
A Polícia Militar foi acionada e esteve no cemitério para atender a ocorrência. A Polícia Científica de Mossoró também foi chamada para realizar a perícia e os procedimentos necessários no local.
A violação de sepultura e a destruição de cadáver são crimes previstos na legislação brasileira. 
O caso gerou forte indignação entre moradores de Areia Branca e deverá ser investigado para identificar os responsáveis por esse ato considerado extremamente chocante e desrespeitoso.
Pnahora

Moraes manda idosa doente do 8/1 de volta para a prisão e manda investigar juiz que autorizou soltura

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, revogou a prisão domiciliar da aposentada Sônia Teresinha Possa, de 68 anos, condenada pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão também determina o envio do caso ao Conselho Nacional de Justiça para investigar o juiz que autorizou a medida.

Sônia, que enfrenta um câncer de pele e outras complicações de saúde, havia recebido prisão domiciliar em setembro de 2025 por decisão do juiz José Augusto Guterres, da Vara de Execuções Penais de Curitiba, com base em laudos médicos que indicavam necessidade de tratamento fora do presídio. Ela utilizava tornozeleira eletrônica e estava em Guarapuava (PR), onde mora seu filho.

Em janeiro deste ano, ao comparecer ao Departamento Penitenciário para apresentar uma resenha de livro para remição de pena, acabou sendo presa novamente por determinação de Moraes. O ministro havia negado anteriormente o pedido de prisão domiciliar com base em parecer da Procuradoria-Geral da República, que avaliou que o tratamento médico poderia ser realizado com escolta a partir do presídio.

Na decisão posterior, Moraes afirmou que o juiz da execução penal cometeu “clara usurpação de competência” ao conceder a domiciliar sem autorização do STF, já que, segundo ele, as execuções das penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro permanecem sob supervisão da Corte. O ministro também determinou o afastamento do magistrado da condução dos atos processuais ligados ao caso.

A defesa da aposentada, por outro lado, sustenta que a execução da pena deveria ser conduzida pela Vara de Execuções Penais e não diretamente pelo STF. Advogados afirmam que, até a nova prisão em janeiro, não havia execução penal aberta na Suprema Corte e que a concessão da domiciliar pelo juiz estadual seguiu a legislação vigente.

RPires

STF não vê saída para maior crise de credibilidade da sua história

 

O Supremo Tribunal Federal enfrenta o que vem sendo apontado como a maior crise de credibilidade de sua história recente. Nos bastidores, o presidente da Corte, Edson Fachin, tem discutido com outros ministros possíveis saídas institucionais para conter o desgaste da imagem do tribunal.

Entre as hipóteses levantadas por juristas estaria o incentivo ao afastamento voluntário de ministros envolvidos em polêmicas recentes, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A medida, considerada dura por especialistas, é vista como improvável por não se alinhar ao perfil mais cauteloso de Fachin.

Outra possibilidade seria encaminhar questionamentos à Procuradoria-Geral da República, comandada por Paulo Gonet, embora a atuação do órgão também esteja sendo alvo de críticas.

Dentro do STF, parte dos ministros avalia que a Corte estaria “sob ataque”, defendendo que a presidência do tribunal adote postura de defesa institucional e proteção aos integrantes da Casa.

Nos bastidores, cresce a avaliação de que, caso o próprio STF não adote providências, o Senado Federal poderá ser pressionado a analisar pedidos de impeachment contra ministros, ampliando ainda mais a crise institucional.

Diário do Poder

Planalto diz não ter guardado registros de reunião de Vorcaro com Lula

 

A Presidência da República disse não ter feito nenhum registro das reuniões realizadas pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega no Palácio do Planalto enquanto atuou como consultor do banco Master, do empresário mineiro Daniel Vorcaro. A falta de registros inclui a reunião de Vorcaro com o presidente Lula, no dia 4 de dezembro de 2024.

A afirmação da Presidência da República foi feita em resposta a um pedido de Lei de Acesso à Informação protocolado pela reportagem no fim de janeiro deste ano.

Como mostrou a coluna, Guido Mantega foi contratado como consultor do Banco Master com salário de R$ 1 milhão mensais, a pedido do líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA).

O pedido via Lei de Acesso e a resposta da Presidência são públicos e podem ser consultados aqui.

Guido Mantega reuniu-se com o chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, em pelo menos seis ocasiões — em quatro delas, já como consultor do Master. Houve um encontro em novembro de 2023 e outros cinco ao longo de 2024, inclusive a reunião de dezembro com Lula.

(mais…),