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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Junho tem recorde de vacinação contra Covid e atinge meta de Queiroga

 

A vacinação contra a Covid-19 bateu recorde em junho e, finalmente, atingiu a meta estabelecida em março pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de aplicar 1 milhão de doses diárias. Ao longo do sexto mês do ano, foram 31,7 milhões de aplicações, o que equivale a 1,056 milhão por dia.

Além da maior média diária, junho tem o dia com mais vacinas aplicadas: 2,2 milhões de pessoas foram imunizadas no dia 17. As informações são do consórcio de imprensa* e foram analisadas pelo (M)Dados.

O infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) Julival Ribeiro comemora a marca, mas faz uma ressalva. “Estamos melhorando o número de pessoas vacinadas no Brasil. Claro que o ideal é que esse número fosse bem maior. Como sabemos, houve grande atraso do governo federal na aquisição de vacinas”, disse.

O gráfico a seguir mostra a quantidade de vacinas aplicadas por dia. Elas estão separadas em primeira (D1) e segunda dose (D2). É bom lembrar que somente após 15 dias de ter tomado a D2 uma pessoa é considerada imunizada contra a doença. Isso não se aplica apenas à fórmula da Janssen, que é de dose única.

Como é possível ver, o recorde em junho se deve principalmente a um grande esforço na aplicação de D1. Quando se analisa apenas a aplicação de D2, o total de junho (3,7 milhões) fica atrás de maio (6,5 milhões) e abril, que lidera, com 10,6 milhões.

Até o fim de junho, 73,6 milhões de pessoas haviam recebido pelo menos uma dose – 25,7 milhões, a D2. De acordo com o consórcio, São Paulo é o estado com o maior percentual de pessoas que tomaram a D1, com 41,1%. O último lugar é do Amapá, com 21,9%.

Ribeiro lembra que “a vacina é a arma mais poderosa para prevenir a Covid-19, e mesmo a vacina não sendo 100% eficaz, a gente previne casos graves e mortes. Esse é o maior impacto da vacina”. “Quanto mais pessoas forem vacinadas diariamente, mais perto chegaremos da tão esperada imunidade de rebanho”, prosseguiu.

Isso acontece, explicou ele, quando “em torno de 70% a 80% da população estiver imunizada. Com isso, protegemos aqueles que, por algum motivo, não puderam tomar a vacina”.

Metrópoles

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