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segunda-feira, 15 de junho de 2026

El Niño volta a se formar e pode reduzir chuvas no Rio Grande do Norte nos próximos meses; entenda


O fenômeno climático El Niño voltou a se estabelecer no Oceano Pacífico Equatorial e deve ganhar força nos próximos meses, podendo atingir intensidade forte durante a primavera austral de 2026. A informação foi confirmada pelo Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) na última quinta-feira (11).

O retorno do fenômeno também é apontado por importantes centros meteorológicos internacionais, como a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o Centro Climático da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APCC), o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), o Departamento de Meteorologia da Austrália (BoM) e a Organização Meteorológica Mundial (WMO). A avaliação coincide com a análise divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

 De acordo com os dados mais recentes, o índice Niño 3.4 atingiu +0,7°C na primeira semana de junho, valor que caracteriza oficialmente a instalação das condições de El Niño. Outros indicadores também registraram aquecimento acima da média nas águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, reforçando a consolidação do fenômeno.

As projeções dos modelos climáticos internacionais indicam que o El Niño deve continuar se fortalecendo até o verão de 2026/2027. Segundo as previsões, existe 63% de probabilidade de o fenômeno alcançar a categoria de El Niño muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, podendo figurar entre os eventos mais intensos registrados desde 1950.

Possíveis impactos no Brasil

Embora o fenômeno se forme no Oceano Pacífico, seus efeitos costumam ser sentidos em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. O que muda é a intensidade dos impactos em cada região.

Se o El Niño realmente se fortalecer nos próximos meses, o Nordeste poderá registrar redução das chuvas, principalmente no interior, aumentando o risco de seca e estiagem. Na Região Norte, pode haver diminuição das precipitações em áreas da Amazônia. Já no Sul do país, a tendência é de aumento das chuvas, elevando o risco de enchentes, alagamentos e temporais.

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