O ex-deputado Eduardo Bolsonaro teria usado uma declaração pública sobre a possibilidade de o irmão, Flávio Bolsonaro (PL), deixar o Brasil em caso de derrota eleitoral como parte de uma estratégia para despistar autoridades e facilitar sua saída do país, segundo reportagem do Estadão publicada nesta quinta-feira (29).

Às vésperas do segundo turno, Eduardo afirmou que defendia a mudança do irmão para os Estados Unidos caso ele perdesse a eleição. Após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Polícia Federal pediu a apreensão dos passaportes de Flávio, alegando risco de evasão. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a medida.

De acordo com a reportagem, a declaração de Eduardo teria funcionado como uma espécie de “isca retórica”, levando as autoridades a concentrar a atenção na possibilidade de fuga enquanto aliados organizavam a saída do senador.

A matéria também relata que informações contraditórias sobre o paradeiro de Flávio circularam durante a operação. O senador deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina e seguiu em avião particular, com escala no Equador, até os Estados Unidos, acompanhado da mulher e das filhas.

A Polícia Federal investiga as circunstâncias da saída do país. Flávio viajou apesar da determinação judicial que o proibia de deixar o território nacional.

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