
Como a política é ingrata! Quem era Joana Guerra antes de Álvaro Dias colocá-la no seu secretariado na Prefeitura de Natal? Politicamente, uma desconhecida para a grande maioria da população. Pouca gente sabia quem era Joana Guerra. Foi Álvaro quem abriu as portas, deu espaço, prestígio e projeção política à então auxiliar. Caminhou ao lado dela, apostou no seu nome e ajudou a transformá-la em vice-prefeita de Natal.
Agora, com Álvaro Dias fora do poder e derrotado na disputa pelo Governo do Estado, Joana Guerra resolveu seguir seu próprio caminho político, cada vez mais alinhada ao prefeito Paulinho Freire. Em entrevista, deixou claro que, embora mantenha gratidão e admiração pelo ex-prefeito, já não o considera sua referência de liderança política como antes.
“Tenho muita gratidão ao ex-prefeito Álvaro Dias. Em alguns momentos, estive sendo entrevistada por você e dizia que tinha ele como uma referência de liderança política. Continuo admirando. Tenho uma trajetória a seguir, e é uma trajetória minha, de Joana Guerra”, declarou.
Joana também tratou com naturalidade as mudanças promovidas por Paulinho Freire nos cargos da Prefeitura, inclusive aqueles ligados ao grupo político de Álvaro Dias. Segundo ela, a maioria dos cargos pertence politicamente ao prefeito, que tem o direito de fazer as alterações que considerar necessárias.
E foi ainda mais clara ao afirmar que seu compromisso com Paulinho Freire é de gestão, independentemente dos acordos políticos anteriores.
Ou seja, Álvaro Dias foi importante para abrir as portas da política para Joana Guerra, mas agora ela entende que chegou a hora de caminhar com as próprias pernas, sem a liderança de quem tanto contribuiu para sua ascensão.
É aquela velha história da política: enquanto o padrinho está no poder, sobram reconhecimento, admiração e referências. Quando perde uma eleição e deixa de ocupar o centro das decisões, os antigos aliados começam a descobrir que têm luz própria.
Joana Guerra diz que continua grata. E pode até estar sendo sincera. Mas, na política, gratidão e lealdade nem sempre caminham juntas.
Álvaro Dias que o diga!
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