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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Foto bonita não ganha eleição

 

  • Encontro de Hermano reúne a classe política, mas não responde sobre transferência de voto

Ao reunir, no último sábado, um expressivo grupo de lideranças políticas em sua casa de praia, em Tabatinga, Hermano Morais quis passar um recado claro: que tem força, trânsito e acesso à elite da política potiguar. O encontro, lido nos bastidores como uma demonstração de articulação e capital político, ganhou ainda mais peso após a indicação do vice-governador Walter Alves para que Hermano componha como vice a chapa encabeçada por Allyson Bezerra.

O cenário era de foto grande. Estiveram presentes nomes de peso como o ex-senador José Agripino Maia, o próprio Allyson Bezerra, a primeira-dama de Mossoró, Cinthia Pinheiro, o vice-governador Walter Alves, o deputado federal Benes Leocádio, os ex-governadores Robinson Faria e João Maia, o deputado estadual Kléber Rodrigues, o prefeito de Macaíba, Emídio Júnior, a senadora Zenaide Maia e o prefeito de Nísia Floresta, Gustavo Santos.

Mas, passada a euforia da foto e dos cumprimentos, fica a pergunta que realmente importa em uma eleição majoritária: Hermano tem voto? Mais ainda, consegue transferir voto? Porque, no fim das contas, uma foto rodeada de políticos diz pouco sobre desempenho nas urnas. Prestígio entre lideranças não é, necessariamente, sinônimo de densidade eleitoral.

Rpires

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