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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Brasil Toffoli confirma que foi sócio de resort, mas diz que não era amigo nem recebeu dinheiro de Vorcaro

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli confirmou que integra o quadro societário da empresa Maridt, que foi uma das proprietárias do resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). A informação havia sido antecipada pela coluna da jornalista Mônica Bergamo.

Em nota, o magistrado declarou que a empresa familiar participou do grupo Tayayá até 21 de fevereiro de 2025. Antes disso, em 27 de setembro de 2021, a Maridt vendeu parte de sua participação ao fundo Arleen — apontado como integrante da estrutura empresarial ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Posteriormente, segundo o ministro, o restante das cotas foi alienado à empresa PHD Holding.

Toffoli reconheceu que recebia dividendos da Maridt, mas afirmou que nunca soube quem era o gestor do fundo Arleen. Ele também negou qualquer relação pessoal com Vorcaro. Segundo a nota, “jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima” com o banqueiro. O ministro acrescentou que nunca recebeu valores nem de Vorcaro nem de seu cunhado, Fabiano Zettel.

A Polícia Federal encaminhou ao STF relatório com mensagens trocadas entre Vorcaro e Zettel nas quais há menções a pagamentos à Maridt. As transferências, segundo a investigação, estariam relacionadas à aquisição do resort. Zettel, casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, chegou a ser detido pela PF e é apontado como responsável pela gestão financeira do grupo.

O documento foi entregue ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que compartilhou o material com outros integrantes da Corte e solicitou esclarecimentos a Toffoli. A PF pediu a suspeição do ministro para continuar na relatoria das investigações sobre o Banco Master. O caso ainda está em análise.

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