
- Chegada de superesportivo de R$ 4 milhões mobiliza curiosos, como se a cidade nunca tivesse visto riqueza de perto
A mais nova “notícia bombástica” que circula nas rodas de conversa da capital é a chegada de uma Ferrari 296 GTB às ruas de Natal. Sim, um carro. Apenas um carro. Mas, pelo barulho, parece que um foguete pousou na Via Costeira.
O modelo, avaliado em cerca de R$ 4 milhões, virou pauta, assunto de esquina, vídeo em rede social e quase patrimônio cultural do Estado. O besteirol tomou conta.
Como se não existissem empresários, investidores e famílias com alto poder aquisitivo na cidade capazes de comprar — e manter — um veículo desse padrão sem precisar fazer desfile ou coletiva de imprensa. Há, inclusive, quem tenha condições de possuir mais de uma Ferrari na garagem. Só não sente necessidade de transformar isso em espetáculo público.
No fim das contas, trata-se de um bem privado, comprado com dinheiro privado, por alguém que apenas decidiu aproveitar o que pode pagar. Nada além disso.
Transformar a chegada de uma Ferrari em Natal em acontecimento extraordinário diz mais sobre a sede por novidade do que sobre o carro em si. É muito barulho para pouca coisa. Deixa o dono aproveitar e pronto.
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