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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Presos ordenavam mortes, tráfico e explosões a caixas no RN, diz polícia

G1/RN
Cinco presos, apontados pela polícia como líderes de uma facção criminosa, foram transferidos da Cadeia Pública de Caraúbas, na região Oeste potiguar, para outras unidades penitenciárias do estado. Segundo o delegado Erick Gomes, os presos ordenavam assassinatos, assaltos a estabelecimentos comerciais, explosões a caixas eletrônicos e comandavam um esquema de tráfico de drogas de dentro da prisão. "Tudo por meio do uso de telefones celulares, principalmente via aplicativos de redes sociais, como o WhatsApp".
As transferências, ainda de acordo com o delegado, são resultado da operação denominada 'Nocaute', realizada no início da manhã desta quarta-feira (25) dentro da cadeia. Buscas nas celas da unidade apreenderam 48 aparelhos celulares, 30 facas artesanais, pequenas porções de drogas e três baldes com bebida destilada, além de acessórios, como carregadores e fones de ouvido.
As revistas foram realizadas por agentes penitenciários do Grupo de Operações Especiais (GOE), unidade de elite da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), policiais militares e policiais civis.
“Os telefones e o conteúdo de mensagens passarão por uma perícia e serão analisados. Isso é uma outra fase da operação, que agora entra numa fase de investigação mais aprofundada”, acrescentou o delegado.
Ainda de acordo com Erick Gomes, os presos apontados como líderes da facção foram identificados como Francisco Evanaldo Gomes da Silva, també, chamado de 'Bode', Ilzimar Igídio de Souza, o 'Pio', Acleilso Melquíades de Oliveira, o 'Paulista', José Fernandes da Silva, o 'Dedé do Fogo', e Régis Wagner Alves de Lima, apelidado de 'Boy Regí'.
Por questão de segurança, o destino dos presos transferidos não foi revelado.
Secretário de Justiça do RN, Wallber Virgolino revelou que as revistas no presídio começaram ainda na tarde desta terça (24). Na ocasião, cinco telefones foram encontrados. “Todos serão repassados à Polícia Civil, que analisará os telefones no sentido de subsidiar as investigações”, disse ao G1.
Não é de hoje que a polícia investiga a atuação do crime organizado a partir de dentro de unidades prisionais do Rio Grande do Norte. De 2014 para cá, três grandes operações foram realizadas com a missão de desarticular a atuação das facções. 

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