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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

TRAGÉDIA SERIA COMPLETA NÃO FOSSE POR UM MILAGRE: Acidente mata grávida e marido, mas bebê nasce com o impacto e é salvo

O casal Vladimir Lopes Oliveira, de 29 anos, e Antônia Dulcimar Batista, de 27, morreu após a motocicleta em que estavam ser atropelada por um caminhão desgovernado na manhã desta terça-feira (04/02), no Residencial Cidade Verde em Goiânia. Grávida, a mulher morreu na hora. No entanto, a criança nasceu no local do acidente e sobreviveu.

Encaminhada ao Hospital Materno Infantil, a menina ainda fez exames e, segundo a unidade, passa bem. Ela sofreu uma fratura na clavícula e outra na testa, mas não corre risco de morte e nem precisou ser levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu), o bebê nasceu com o impacto da colisão. “Não é normal. Só por Deus que a criança sobreviveu”, afirmou o operador de frotas do Samu Allan Rodrigues da Silva.

O sargento Idevandir Antônio da Silva, do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, informou que um socorrista do Samu ajudou a retirar o bebê da barriga da mulher. Entretanto, o Samu não confirma a informação. Conforme os socorristas, a vítima aparentava estar no 8º mês de gestação.
Pai da criança, o condutor da motocicleta, chegou a ser socorrido consciente e levado ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). No entanto, ele morreu durante procedimento cirúrgico na unidade de saúde.

Acidente

De acordo com a Polícia Militar, a motocicleta estava parada na frente de uma carreta no semáforo da Avenida Santa Maria, no Residencial Cidade Verde. Segundo o sargento do Batalhão de Trânsito, outro caminhão seguia em alta velocidade, não conseguiu parar a tempo e bateu na traseira da carreta, que acabou atropelando o casal.

O caminhoneiro que causou o acidente, de 36 anos, fugiu, mas voltou ao local da colisão com um advogado. Segundo o sargento, ele foi orientado a se apresentar na Delegacia Especializada em Investigações de Crimes de Trânsito de Goiânia (Dict).

Investigação

O caminhoneiro prestou depoimento no final da manhã na Dict. Segundo a delegada Silvana Nunes Ferreira, ele alegou que houve falha mecânica nos freios. “Vamos abrir inquérito para averiguar se realmente houve problema mecânico ou se ele foi imprudente. Vamos analisar as circunstâncias e pegar os registros dos radares instalados na via”, explicou.

O motorista não ficará detido porque se apresentou espontaneamente à Polícia Civil. O teste de bafômetro apontou que ele não estava embriagado.

Do G1/ Uzl em Fotos

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